tit-biografia

Como boa parte dos garotos que moram no Grande ABC, Luís Gustavo Brito Dias, ingressou no curso de Eletricista de Manutenção no Senai A. Jacob Lafer, em 2004. De manhã ele fazia o Ensino Médio e a tarde ele cruzava o centro de Santo André a pé para fazer o curso profissionalizante. Foi nessa época que ele recebeu o apelido de “Apache”, pelo simples fato de morar em Mauá. Desde de muito pequeno, ele já apresentava interesse por desenhos e livros. Ele sempre foi um exímio desenhista e por muitas vezes os professores do Ensino Fundamental achavam que ele fazia meras cópias em seus trabalhos nas aulas de Educação Artística, porque não acreditavam que um menino tão jovem poderia desenhar bem.

Apache, teve suas primeiras aulas de tela aos 13 anos, com sua mestra Silmara Akamine – professora a qual lhe dá aulas até hoje. Ela lhe ensinou as primeiras técnicas e o ajudou a desenvolver o seu próprio traço, além do mais, foi nessas aulas que ele acabou tendo um contato mais próximo com as obras Impressionistas, tal fase da Arte que ele é aficionado. Ele também sempre foi um admirador dos livros e se dedicava a literatura. Hoje, ele tem três livros concluídos.

Como todo adolescente ele sofria pressões para definir qual profissão seguir. O pai acreditava que ele seria engenheiro, mas em 2007, ele se inscreveu no curso de Psicologia na Universidade Metodista de São Paulo – o que o pai acabou sabendo apenas depois.

Como bom caçador da gênese humana, na faculdade, Apache teve a oportunidade de ter contato com a filosofia, obras clássicas, ciência e religião – temas que o deixam extasiado ao debate. Porém, como muitos universitários, ele viveu a maratona casa-trabalho-facul-casa e a correria do dia a dia o impediu de fazer coisas que ele adorava, como pintar. Durante essa época, ele se dedicou apenas as publicações de crônicas e poesias em seu blog, o –capheína – que hoje está desativado e apenas armazena suas publicações para consulta.

Após esse hiato e se formar psicólogo, ele decidiu que retomaria o seu contato definitivo com a Arte e voltou a ter aulas de tela com a sua primeira mestra, Silmara. Apache sabia que o seu real desejo era se dedicar a pintura e isso por muitas vezes lhe causou angústia, porque a “necessidade” e o desejo sempre se conflitiram… Quando ele se deu conta sobre o que queria pra si e o seu papel nessa vida, ele decidiu estudar Artes Plásticas na Escola Panamericana de Arte.

Se você fizer um café forte terá combústivel para conversar com Apache horas a fio sobre religião, pinturas, filosofia, astronômia, grunge, psicologia… Descontruir os paradigmas é o seu esporte preferido e sua arte não será diferente! Ele produz o que lhe soa como verdade e não se importa com o que críticos ou leigos lhe dirão. Apache é um ser humano com muita sabedoria, que cativa as pessoas com o seu carisma e o seu jeito de ver o mundo. A Arte é a sua energia vital e eu não consigo vê-lo fazendo outra coisa, porque quando ele pinta, escreve ou desenha, ele está deixando o seu imprinting e passando as pessoas sua mensagem. Ele tem um potencial infinito e eu acredito que o seu nome ainda será reconhido por muita gente.

Camila Soldera

foto-perfil

DEPOIMENTOS

“Gustavo é um artista nato. Ele nasceu para arte. Desde que o conheço, é um observador do mundo que quando menos se espera está absorvendo detalhes; alguns visíveis e outros de nem tanto. Conheci este artista numa sala de aula e lá já pude presenciar seu dom de extrair cada detalhe da personalidade dos colegas e recriando um universo fantástico onde expõe a característica de cada indivíduo. Sua vida se divide em 2 etapas, a sombria e a iluminada. A sombria vem da fase mais jovem com os questionamentos da vida e, posteriormente, com o amadurecimento segue o compromisso com a sua própria natureza divina. Nestas duas fases suas obras são surpreendentes. E é muito fácil reconhecer a obra e o autor. Está sempre presente sua capacidade de expor a essência do que acredita e mais admira no mundo que vê e sente.”

Por Everton Amaro

“De certa forma escrever algo sobre o Gustavo ilustra bem como eu o vejo. Poderia, de forma singela e descompromissada, descreve-lo com algumas palavras ou poderia fazê-lo de tal forma que páginas e páginas de escritos não seriam suficientes. Eis Luis “Gusta” Gustavo. Um cara absolutamente normal e, por isso, fundamentalmente extraordinário.
Em nossas centenas de conversas madrugada adentro tive o prazer de me deparar com esses dois lados. Foram muitas as ocasiões em que me perguntei de onde surgia tanta criatividade para expressar ideias e, torna-las realmente concretas. Confesso que faço isso até hoje. A cada escrito, cada pincelada que de forma simples e precisa preenche o branco de suas telas, eu continuo me perguntando, observando e tentando perceber/encontrar o segundo que antecede esses lapsos extra-humano desse meu amigo.
Em contrapartida fico surpreso em perceber como uma simples pergunta ou observação o deixa impressionado, e muitas vezes, inquieto como se uma nova e grandiosa possibilidade tivesse surgido em sua frente. Isso é simplicidade.
De uma forma ou de outra, é um privilégio desfrutar de sua amizade que traz paz e reflexão, seja na magnifica forma de expressar sua arte ou em suas palavras carregadas de sabedoria.
Namastê”

Por Jonas Almeida